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23 de outubro de 2013

Meu Guru, (Por Paramahansa Yogananda, Whispers From Eternity)

És a luz de minha vida – vieste para espargir, novamente, o fulgor da sabedoria à senda de minha alma. Séculos de escuridão modificados, perante a marcha de Tua bondosa ajuda. Como uma criança levada, chorei à minha Mãe Divina. Ela veio a mim como meu Guru – Swami Sri Yukteswar. Deste encontro – Oh meu Guru! – uma chispa desprendeu-se de ti, e os gravetos de meus desejos por Deus, reunidos através das encarnações, arderam lentamente e flamejaram em bem-aventurança. Todas as minhas dúvidas foram respondidas através do Teu toque de ouro flamejante. Eternidade, satisfação sempre-presente, vinda a mim, através de Tua glória.

Meu Guru! És a voz de Deus. Fundi-me a Ti em resposta à súplica de minha alma. Cochilos pesarosos foram desvanecidos, estou desperto em bem-aventurança.

Se todos os deuses estão irados, e ainda assim tu estás satisfeito comigo, eu estou seguro na fortaleza do teu deleite. E se todos os deuses me protegem através das trincheiras de suas bênçãos, e ainda assim eu não receba a tua graça, sou um órfão, abandonado para definhar espiritualmente nas ruínas do teu desgosto. Oh Guru, conduziste-me para fora do insondável abismo da ignorância para o interior do Paraíso da Paz.

Nossas almas se encontraram depois de anos de espera. Estremeceram de emoção com a vibração onipresente. Encontramo-nos, agora, por termos nos encontrado anteriormente. Juntos, nós voaremos para as Tuas praias e, então, desvaneceremos nossos planos de finitude para sempre, e esvaeceremos em nossa vida infinita.


Eu te reverencio como a voz do Silencioso Deus. Eu te reverencio como o Divino Portal que conduz ao Templo da Salvação. Eu te reverencio por Teu Guru, Lahiri Mahasaya, precursor do Yoga e deposito as flores de minha devoção aos pés de Babaji, nosso Mestre Supremo!

7 de outubro de 2013

Incidentes nas Vidas de dois Grandes Avatares: Sri Shankara e Sri Yukteswar (por Paramahansa Yogananda)

Swami Shankara foi o fundador da Ordem Monástica dos Swamis. Sua vida foi marcada por muitos acontecimentos singulares. Diz-se que ele alcançou sua realização espiritual e estabeleceu sua filosofia de vida com a idade de 30 anos. Dois anos mais tarde ele fez a transição para o Infinito. Esta realização incomum da parte de Swami Shankara foi devido ao fato de que, quando ele estava no estado embrionário, sua alma recebeu elevada educação espiritual administrada através da mente subconsciente de sua mãe.

O pai de Swami Shankara era um yogue extraordinário. Ele sintonizou sua sabedoria com a subconsciência de sua esposa, algum tempo antes que o bebê Shankara nascesse. E a mãe sintonizou sua consciência com a do embrião Shankara adormecido. Desta maneira, a realização das verdades adquiridas pelo pai de Swami Shankara foi transferida para o futuro Shankara, através do canal da subconsciência e superconsciência de sua mãe. Assim é que Swami Shankara nasceu com beatífica sabedoria que atingiu total expressão na idade de 05 anos. Como o menino Jesus, que proferia sermões aos homens de Jerusalém, o divino menino Shankara começou a dar sua sabedoria a outros com muito pouca idade.

Shankaracharya foi o maior filósofo da Índia. Com lógica incontestável e um estilo elegante e encantador, Shankara interpretou os Vedas num espírito estritamente advaita (não dual, mas monístico). O grande monista também compôs poemas de amor devocional. Sua “Prece à Divina Mãe para o Perdão dos Pecados” contém o refrão: “Embora os maus filhos sejam muitos, jamais existiu mãe que fosse má”.

 
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2 de outubro de 2013

A Morte Não Existe (Extraído de “A Canção Celestial” – Bhagavad Gita)

O sábio de coração não se lamenta por aqueles que vivem e nem por aqueles que morrem.

Nem eu, nem vós, nem ninguém jamais deixou ou deixará de existir, sempre e para sempre. Todo aquele que vive, vive para sempre!

Assim como vem a infância, a juventude e a velhice para o corpo do homem, assim vêm os nascimentos e mortes de outras e outras residências do ser que o sábio conhece e não teme.

Ó indestrutível, aprendei: A Vida é a vida que se expande através de todas as coisas, Ela não pode em lugar algum, por nenhum meio, ser reduzida, detida ou mudada.

Mas, para estes corpos passageiros, que Ela dota com o Espírito imortal, eterno, infinito, Ela perece.

Aquele que disser “Senhor, matei um homem!”, aquele que pensar, “Senhor, fui morto!”, ambos não sabem nada! A vida não pode morrer. A vida não é assassinada!

O espírito nunca nasceu, o espírito nunca deixará de existir, o tempo nunca existiu, o começo e o fim são sonhos!

O espírito se mantém para sempre imutável, sem nascimento nem morte. A morte de modo algum o atinge, embora a casa do espírito pareça morta.


Eu vos digo que as armas não ferem a vida, a chama não a queima, a água não a afoga, nem os ventos áridos a ressecam.

Impenetrável, inviolável, inexpugnável, intocável, imortal, invadindo tudo, estável, segura, invisível, inefável, indescritível, enfim, sempre ela mesma, assim é declarada a alma!

Como então, sabendo disso, podereis vos lastimar?

Como vos afligireis se escutastes que o homem recém-morto é como um recém-nascido – ainda um homem vivente – um espírito existente mesmo?

Quando pomos fora nossas roupas usadas e tomamos outras novas, dizemos “Estas usaremos hoje”. O mesmo acontece com o espírito que abandona levemente seu vestido de carne e passa a ser herdeiro de uma nova residência.

1 de outubro de 2013

Pai Nosso interpretado por Paramahansa Yogananda


PAI NOSSO

Pai Nosso, Mãe, Amigo, Amado Deus!
Que a pronúncia silenciosa e incessante do Teu Santo Nome
nos transforme à Tua semelhança.

Inspira-nos, de modo que o nosso amor para com as coisas materiais
se transforme em adoração por Ti.

Que através da pureza de nossos corações,
Possa o Teu reino de perfeição descer à Terra
e libertar todas as Nações do sofrimento.

Permite que a liberdade da alma que sentimos internamente,
Possa ser manifestada exteriormente.

Faz com que a nossa de vontade possa se fortalecer lutando contra os desejos mundanos, para que fique em perfeita harmonia com a Tua perfeita vontade.

Dá-nos o pão nosso de cada dia:
alimento, saúde e prosperidade para o corpo; eficiência para a mente;
e, acima de tudo, Teu amor e sabedoria para a alma.

É a Tua lei: "Na medida em que julgares, sereis julgados".
Que possamos perdoar aos que nos ofendem,
sem nunca esquecermos que precisamos muito da Tua misericórdia.

Não nos abandones no abismo das tentações
onde caímos pelo mau uso do dom da razão que Tu nos destes.

E quando for da Tua vontade colocar-nos à prova, oh Santo Espírito, permite-nos compreender que Tu és mais tentador do que qualquer outro tentação do mundo.

Ajuda a nos libertarmos dos obscuros apegos ao único mal:
a nossa ignorância de Ti.

Porque Teu é o reino o poder e a glória, para sempre.

16 de setembro de 2013

Por Que a Maior Parte das Pessoas Segue a Maldade?

(Por Paramahansa Yogananda. Self-Realization Magazine, Junho 1934)

Por que muitas pessoas são más? Existem mais pessoas pobres do que ricas e existem mais pessoas más do que pessoas boas. Por que isto?


Parece que a razão e a vontade do homem estão enterradas debaixo do solo da ignorância. Até que o ouro da mina da sabedoria seja retirado e modelado em instrumentos psicológicos, as moitas das maldades que crescem no jardim da consciência humana não poderão ser cortadas.


Algumas pessoas dizem que o mal é o resultado psicológico da compreensão que leva a atos que são danosos para si e para outros. Isto porque a maioria das pessoas não separa a inteligência dos apetites da carne, elas tomam o caminho fácil da maldade.


A natureza e as ações pré-natais são os culpados desta junção do corpo (atração do corpo).

12 de agosto de 2013

Crise Mundial

(Por Paramahansa Yogananda. Conferência realizada em 19 de Maio de 1940, em Encinitas, Califórnia.)
A análise que eu farei hoje é baseada no senso comum e na experiência. Senso comum é simplesmente uma reação intuitiva ao ambiente, das pessoas. Se vocês desenvolvessem o vosso intuitivo senso comum, encontrariam as respostas para todos os vossos problemas.


Esta não é uma palestra política. O meu domínio é a espiritualidade, eu sempre viverei e atuarei dentro desse reino, e no domínio do Espírito morrerei. Eu falo somente situado nesse plano de consciência. Quando criança, na Índia, eu costumava misturar-me com as pessoas de ambos os partidos políticos, mas não me juntava a nenhum deles. Apreciava os respectivos pontos de vista, mas eu via que seria capaz de fazer melhor pelos meios espirituais, porque somente o poder espiritual pode verdadeiramente reformar o mundo. 

As minhas conferências são de valor somente se elas tiverem um efeito definido na modelagem espiritual das vidas humanas. Algum dia, depois de eu ter partido desta Terra, vocês perceberão tudo o que eu tenho tentado fazer em vosso favor. Se seguirem os conselhos construtivos que darei hoje, um dia se sentirão muito gratificados por isso.

Eu tinha pensado que a América, através das suas boas qualidades, poderia escapar às calamidades de outras nações, mas uma grande crise está preste a vir, uma crise como nunca antes tocou este país, porque a tônica agora é gastar e aumentar os impostos. Mas quando a falsa prosperidade entrar em colapso, que farão vocês? Haverá milhões de desempregados. A maior parte das pessoas está agora vivendo em feliz esquecimento, alheia às iminentes necessidades urgentes.

Está se processando uma revolução mundial. Ela mudará o sistema financeiro. No firmamento kármico da América eu vejo um belo signo, não importa que situações o mundo atravesse, ela ficará bem melhor do que a maior parte dos outros países. Mas a América experimentará miséria generalizada, sofrimento e também mudanças. Vocês estão acostumados às melhores coisas da vida e quando forem obrigados a viver com simplicidade, não irão gostar. Não é fácil ser pobre depois de ter sido rico. Vocês não fazem ideia de como estas mudanças vos afetarão através dos anos. Nunca antes na história deste país houve um contraste tão profundo nos padrões de vida como aquele porque passará esta terra – o contraste entre a riqueza e a pobreza.


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9 de agosto de 2013

O Milagroso Auxílio Que Tive Quando Recebi Meu Diploma Universitário

Depois de quatro anos de escola superior, eu estava qualificado para prestar os exames finais, mas nem sonhava em aproveitar este privilégio. As últimas provas da Faculdade de Serampore eram brinquedos de criança, comparadas ao rigoroso exame que seria exigido pela Universidade de Calcutá. Minhas visitas quase diárias ao mosteiro do meu Guru, Sri Yukteswar, deixaram pouco tempo para eu frequentar as aulas onde minha presença, mais do que minha ausência, provocava exclamações de surpresa entre os colegas.

Quase todos os dias eu saía de bicicleta às nove e meia da manhã. Numa das mãos eu levava uma oferenda para meu Guru – algumas flores do jardim da pensão em Panthi, onde eu residia. Cumprimentando-me amavelmente o Mestre me convidava para almoçar. Eu invariavelmente aceitava com entusiasmo, contente de poder afastar, para o resto do dia, o pensamento de ter que comparecer à Faculdade. Depois de ficar com Sri Yukteswar durante muitas horas, ouvindo a sua incomparável sabedoria ou ajudando nos serviços do ashram, era com relutância que eu voltava para Panthi por volta da meia noite.


Certa noite, cerca das onze horas, enquanto eu calçava os sapatos e me preparava para ir de bicicleta até a pensão, o Mestre interrogou-me com seriedade:


- Quando se iniciam seus exames para obtenção do diploma?

- Daqui a cinco dias, senhor.
- Espero que você esteja preparado, retrucou.

Paralisado de susto, segurando um dos sapatos no ar, respondi: 
- O senhor sabe muito bem que tenho consagrado meus dias mais ao senhor do que aos meus professores. Como posso me sujeitar a representar uma farsa comparecendo àqueles difíceis exames finais?

Sri Yukteswar respondeu com o olhar penetrante: 
- Você deve comparecer. Seu tom era frio e peremptório: - Prometa-me apenas que estará presente aos exames e que responderá o melhor que puder.

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15 de julho de 2013

Com Paramahansa Yogananda em Ranchi, por Sri S.K.D. Banerjee

O autor teve uma longa associação com o Yogoda Branch Mat em Ranchi. Ele foi um estudante do Ranchi Yogoda Brahmacharya Vidyalaya (escola para meninos) durante os primeiros anos após sua fundação em 1918, por Paramahansa Yogananda.

Eu posso dizer sem hesitação que os anos de 1918 a 1920 foram os anos dourados de minha vida. Eu me considero a pessoa mais afortunada por ter passado este tempo na constante companhia de Paramahansa Yoganandaji – meu Guru, meu professor e o mais amado amigo que eu tive. É normalmente difícil para um homem lembrar os eventos e incidentes ocorridos enquanto ele estava crescendo de um garoto de 10 para 12 anos, mas este período de minha vida, quando eu fui abençoado com a grande felicidade e o inestimável privilégio de crescer na constante companhia de Paramahansaji, foi para mim uma época sem par. Eu me lembro de até mesmo eventos menos significantes que ocorreram durante aqueles dias, e quando olho para trás, eu posso ainda ver, nos olhos de minha mente, Sri Yoganandaji presente no Ranchi Brahmacarya Vidyalaya, rodeado de seus fervorosos e devotados discípulos e estudantes.


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27 de junho de 2013

Criando Um Ambiente Espiritual (Brother Anandamoy)

Não há dúvida de que a Índia é um país muito espiritualizado e a aura de paz que a envolve permeia tudo.

Tenho refletido sobre porque é assim – certo, há santos na Índia, mas também havia santos em outros países, no decorrer da história. Existem muitos locais sagrados, muitos templos, mas novamente, encontram-se belas igrejas e catedrais em muitas partes do mundo. Por que a Índia é tão espiritualizada?

Isto é assim porque lembretes espirituais de Deus existem em toda parte. Nos bazares, cada pequena tenda de venda de artigos tem uma figura de Krishna. Cada ônibus ostenta uma imagem da Mãe Divina, ou o símbolo de OM pintado na carroceria. As cidades têm nomes espiritualizados, por exemplo, Calcutá foi denominada assim porque os ingleses não pronunciavam o seu nome original corretamente – era Kali-Ghat, um lugar onde Kali era reverenciada. As pessoas têm nomes espirituais, as companhias, e mesmo os seus produtos como o shampoo e demais artigos têm nomes de santos.


Existe uma sugestão constante – Deus, Deus, Deus! (A propaganda subliminar funciona! Foram feitas experiências neste país, onde, nos cinemas, a palavra “pipoca” foi projetada na tela do cinema com tal rapidez que a mente consciente não teve tempo de lê-la, mas durante o intervalo da sessão do filme, as pessoas superlotaram as lojinhas de venda de pipocas! Ela funciona! As sugestões do subconsciente são muito poderosas!).

Bem, nós não temos isso aqui, e onde então poderemos achar o nosso ambiente espiritual?

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18 de junho de 2013

Reverência a Toda Forma de Vida

Aqueles que foram abençoados por passar algum tempo com Paramahansa Yogananda ficaram profundamente tocados com o amor do Mestre pelos maravilhosos trabalhos de Deus manifestos na criação. Em suas muitas viagens a vários países, ele frequentemente parava para apreciar a beleza das montanhas, oceanos, planícies, desertos – e as plantas e os animais de cada lugar. Em “Canções da Alma” e “Sussurros da Eternidade” o Guru partilha algumas de suas percepções de Deus na natureza, em forma de poesia.

Em casa, Paramahansaji tinha grande prazer ajardinando os terrenos dos ashrams de Mount Washington e Encinitas, para ter um ambiente que refletisse a harmonia, tranquilidade e beleza de Deus, que ele observava dentro e fora de si. Muitas árvores e plantas que hoje adornam esses ashrams foram plantadas pelo próprio Paramahansaji.


A reverência do Guru por toda espécie de vida era uma expressão natural de sua unidade com o Divino Amor, aquele amor que une as almas de todas as coisas vivas. “Sinta o amor de Deus”, ele dizia, “então você verá a face do Pai, a luz do Amor que está em tudo, em todas as pessoas. Você perceberá uma relação mágica e viva unindo árvores, o céu, as estrelas, todas as pessoas e todas as coisas vivas, e você sentirá uma unidade com eles. Este é o código do Amor Divino”.


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14 de junho de 2013

Mensagens Diversos, por Paramahansa Yogananda

Alegria
Se a vida nos desse, ao mesmo tempo, tudo o que desejássemos, como riqueza, poder e amigos, nós, mais cedo ou mais tarde, nos cansaríamos deles, mas há uma coisa que nunca terá fim para nós – a alegria em si mesma. A felicidade, que é encantadoramente variável, embora a sua essência seja imutável, e a experiência interior que todos nós buscamos. A eterna, sempre renovada alegria, é Deus. Ao encontrares esta alegria dentro de ti, a encontrarás em tudo mais. Em Deus, abrirás as comportas do reservatório da perene e inesgotável alegria.


Devoção 

Deus não pode se esconder da pessoa que lhe tributa devoção e que Lhe envia um profundo e real apelo da sua alma. Procura conhecer a alegria da meditação e todas as trevas se desvanecerão. A luz da fé te conduzirá ao reino imortal do nosso único Pai. Venera Deus em tudo e encontrarás as respostas aos problemas. A fim de tornar as tuas preces efetivas, não podes permitir que a tua atenção ultrapasse os limites do templo da tua devoção. Elimina a indiferença, a distração, a fria formalidade e o sentimento superficial. Dedica ao Senhor, no altar do teu coração, a vívida e pura alegria e venera-O com as flores de imortal devoção.

Oportunidade 
Qualquer oportunidade que surja em tua vida é criada por ti mesmo, ela não aparece por si própria, nem por um passe de “mágica”. A oportunidade ou é criada no momento presente, ou foi criada em algum tempo no próximo ou no longínquo passado, exatamente guiado pela tua própria vontade. Se não vês oportunidade no momento presente, cria uma pela tua vontade, que é um instrumento divino dentro de ti. Dize, “farei tudo por mim mesmo, com a minha própria vontade, que é em mim o reflexo da Vontade Divina”. Aja dentro desta verdade e a oportunidade surgirá para ti.

10 de junho de 2013

Como Reconhecer Um Verdadeiro Mestre

(Por Dr. Lewis, Templo da SRF em San Diego, Califórnia, 23 de Maio de 1954)

É difícil reconhecer um verdadeiro mestre até aprendermos a conhecer os reais valores da vida. Não obstante, existem certos indícios pelos quais quase qualquer pessoa pode distinguir um mestre verdadeiro daqueles que são meramente autodesignados professores.


Jesus falou acerca deste assunto no capítulo 23 de São Mateus, ele fala ao povo acerca dos escribas e fariseus, que davam ordens aos outros. Mas “todas as suas obras”, diz ele, “eles fazem para serem vistos pelos homens, por isso trazem as usas largas tiras de pergaminho e alargam as barras das suas vestes” – indicando a sua complacência para com a consciência do ego – “e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas”, isto é, eles querem estar em posição de destaque, e querem “ser chamados pelos homens Rabi, Rabi”. Mas Jesus avisa: “Não queirais vós ser chamados de Rabi porque um só é o vosso Mestre – o Cristo, e todos vós sois irmãos, e a ninguém na Terra chameis de vosso pai, porque um só é o vosso Pai, que está nos céus. Nem vos intituleis mestres porque um só é o vosso Mestre – o Cristo”.


Jesus, desta forma, diz claramente que todos os verdadeiros mestres falam e atuam em estado de consciência Crística. Nós encontramos a mesma ideia nas escrituras hindus, um exemplo é a vida de Jadhava Krishna, que também manifestou essa consciência do Cristo universal. Assim, se vocês estão seguindo um instrutor, ou planejando seguir um, lembrem-se de fazer a si mesmos esta pergunta: “Será que esta pessoa se elevou a si próprio, desde a consciência exterior do ego até a real unidade com o Cristo interno, e com a onisciência de Deus”?


3 de junho de 2013

Babaji

(Trechos do livro Pictorial History e Autobiografia de um Yogue, de Paramahansa Yogananda) 

Mahavatar Babaji é o Supremo Guru da sucessão dos mestres dotados de realização divina e que assumem a responsabilidade sobre o bem-estar espiritual de todos os membros da Self-Realization Fellowship que praticam fielmente Kriya Yoga. 


Não há registros históricos sobre o nascimento e vida de Mahavatar Babaji. Ele residiu por muitos anos nas remotas regiões do Himalayas, na Índia, revelando-se apenas raramente para uns poucos abençoados. Jamais se descobriram quaisquer dados oficiais delimitadores da família e do lugar de nascimento de Babaji. 


Babaji pode ser visto ou reconhecido somente quando assim o quer. Sabe-se que ele apareceu sob formas pouco diferentes a alguns devotos, às vezes usando bigode, outras vezes, sem. Babaji foi escolhido por Deus para permanecer em seu corpo, enquanto durar este ciclo do mundo. As eras hão de vir e de findar. O mestre imortal, porém, sempre estará presente no palco terrestre. 


A falta de referências históricas a Babaji não nos deve surpreender. O grande Guru jamais apareceu ostensivamente em qualquer século, o equívoco brilho da publicidade não tem lugar em seus planos milenares. Semelhante ao Criador único, mas silencioso Poder, Babaji opera em humilde anonimato. 


Babaji – Reverendo Pai – é um título comum. Diversos instrutores de renome na Índia recebem esse tratamento. Nenhum deles, porém, é Babaji, o guru de Lahiri Mahasaya. A existência do Mahavatar foi revelada ao público pela primeira vez na Autobiografia de um Yogue. Foi Mahavatar Babaji quem reviveu, nessa era, a perdida técnica científica de Kriya Yoga, ao iniciar seu discípulo Lahiri Mahasaya.


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27 de maio de 2013

Como Manter a Perspectiva Certa em Sua Vida

(Trechos da Palestra de Abertura da Convocação de 1999, por Brother Anandamoy)

Qual é sua posição na vida? Onde está você agora, em termos de alcançar seus propósitos e objetivo de vida? Só Deus e o Guru sabem exatamente onde cada um de nós se encontra em nosso caminho de volta para Deus.


Entretanto, cada vez que iniciamos uma nova encarnação, trazemos conosco, de vidas passadas, certas tendências kármicas – antigos desejos e hábitos – que determinam fortemente as oportunidades que teremos e as lições que precisamos aprender. É óbvio que os que se dedicam ao caminho espiritual trazem consigo tendências passadas muito favoráveis. Vocês podem pensar que não, mas esta é a verdade. O simples fato de terem sido atraídos para o caminho da Kriya Yoga de nosso Mestre é uma prova de que estiveram numa busca espiritual por mais tempo do que apenas nesta vida. O Mestre dizia que a gente não começa a buscar por Deus com a Kriya Yoga, a gente termina essa busca com a Kriya Yoga.


20 de maio de 2013

Bênçãos Infinitas: Minhas Memórias de Paramahansa Yogananda, por Mary Peck Stockton, SR Magazine, Verão, 1997

Quando eu era ainda uma criança muito jovem, eu fui apresentada ao mundo da Self-Realization Fellowship e ao amado Guru, Paramahansa Yogananda.

Em 1932 minha mãe assistiu a uma das palestras de Paramahansaji, no U.S. Grant Hotel em San Diego, Califórnia. Ela ficou transformada com suas palavras. Após a palestra, como de costume, ele ficava de pé em frente ao hall e recebia os cumprimentos. Minha mãe foi para frente para apertar-lhe a mão e ela sentiu que recebeu uma bênção. Em um encontro posterior ele curou instantaneamente um furúnculo inflamado em sua perna. Eu não estava presente naquele incidente, mas ela relatou-me excitadamente. Ela leu suas matérias e começou a meditar, o que eu, como uma criança de oito anos, nunca questionei, mas imaginava o que ela estava “fazendo”. 


A partir daí, minha mãe começou a levar meu irmão e eu aos encontros de domingo. Não está claro em minha memória onde começamos a assistir aos serviços. Eu tenho certeza de que, como uma pequena criança, eu ficava curiosa para saber por que nós íamos a uma igreja onde o “pastor” usava uma veste de cor laranja. Eu e meu irmão estávamos frequentando uma igreja Luterana, próxima à nossa casa em San Diego. E agora, íamos às “palestras” de Swami Yogananda – uma experiência muito diferente dos sermões de nossa escola dominical. Paramahansaji, repetidamente, nos dizia: “Eu não estou pregando um sermão, ao invés disso, eu estou lhes ensinando como conhecer Deus”.


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15 de maio de 2013

Sejamos Agradecidos, por Sri Daya Mata

“Mãe Divina, ensina-me o significado do verdadeiro agradecimento, ajuda-me a apreciar, todos os dias, todas as bênçãos que eu recebo de Ti em minha vida e dá-me sabedoria e entendimento para ver Tuas mãos por trás de todas as provações e todas as coisas boas que vêm para minha vida. Deixa-me olhar além do sofrimento para a bênção eterna, eterna sabedoria, eterno relacionamento, que existe entre mim e Ti e, portanto, minimize aquelas provações. Tu És minha vida, meu amor, minha suprema Alegria que eu procuro. Guia-me, abençoa-me, estejas sempre comigo. OM, Shanti, Shanti, Amém”. 

Neste pequeno trecho podemos sentir a paz que vem da nossa alma. Depois que meditávamos com o Guruji ele nos dizia: “Enquanto vocês executam suas tarefas, mantenham-se nesta paz. Este é o primeiro passo que o devoto deve seguir a fim de progredir espiritualmente”. A tendência é separar a meditação do resto da nossa vida, do resto de nossas atividades, mas isto não é correto. O importante é ter esta comunhão profunda com Deus, direcionando todos os pensamentos, todos os sentimentos de seu ser para aquEle Inteligente Pai, Mãe, Amante. O importante é que você o faça com 100% da atenção e aprofundando cada vez mais sua mente até chegar ao âmago de sua alma, do seu Ser. E você começa a absorver aquele maravilhoso alimento espiritual, a paz, a qual não vem do exterior, mas de dentro de si próprio. 


Então, o importante é tentar realizar isso, durante todo o dia. Por isso é tão importante fazer meditações profundas e regulares, e é quando você começa a perceber a sua verdadeira natureza. Começa a perceber aquela repentina vibração de paz, e o importante é executarmos, todas as nossas tarefas, ancorados nesta paz. Esse é um ponto básico se você quiser progresso no caminho espiritual. Eu sempre me recordo do Mestre: após termos meditado com ele, sempre nos dizia: “Não entorne este leite da paz que você acumulou na sua consciência. Tente mantê-lo”. A ação de graças é uma época de apreciação. Nós temos a tendência de nos acomodar ao acharmos que o que agradecemos a Deus é o suficiente. Isto é uma falha da nossa consciência. Mas, todos os dias, devemos ter um tempo para apreciação. Na minha própria vida eu sinto que isto foi muito útil.

Expressar agradecimento a Deus, mesmo em momentos de provações. Quando os momentos difíceis surgem na Sociedade, eu afasto minha mente de tais problemas e me volto para Deus e digo: “Oh, Senhor, Você tem me dado tanta coisa, tantas bênçãos, obrigada, Senhor!”. 


Agindo assim, nós estamos ajudando a neutralizar ou diminuir o conflito que estamos vivenciando naquele momento. Aprenda a apreciar tudo que vem, e ver as mãos de Deus por trás de todas as bênçãos que recebemos. Essa é uma lição vital para se aprender.



13 de maio de 2013

Apenas Deus (por Paramahansa Yogananda)

Quem sabe os segredos de todos os homens vivos e mortos? Apenas Deus!

Quem descansou no eterno vácuo, antes dos átomos se movimentarem e começarem a dança da criação? Apenas Deus!

Viemos para cá de algum reino misterioso, não sabemos de onde. Em breve partiremos para outra esfera, não sabemos para onde. Quem pode explicar a razão para nossas viagens compulsórias? Apenas Deus!

Com teias de causa e efeito nós tecemos nossos intrincados moldes de vida. A individualidade e o livre arbítrio marcam os variados desenhos. Quem vê neles a harmonia escondida da expressão criadora do homem? Apenas Deus!

Quem compreende a origem e destinação da grande procissão de criaturas viventes que emergem eternamente das câmaras místicas do espaço? Quem pode dizer em que mansões celestiais agora vivem os inúmeros visitantes desse planeta, os quais ao toque mágico da morte desaparecem instantaneamente? Apenas Deus!

Nossos entes queridos prometem nos amar sempre, mas quando submergem no grande sono – suas memórias terrenas esquecidas – qual o valor de suas promessas? Quem, sem nos dizer em palavras, nos ama eternamente? Quem se lembra de nós quando todos nos esquecem? Quem estará ainda conosco quando deixarmos os amigos deste mundo? Apenas Deus!

O homem representa o seu papel e depois se esconde atrás das cenas na morte – voltando para cá numa nova roupagem de carne para representar novamente no palco do tempo. Quem se lembra dos papeis anteriores de todas as pessoas? Quem está consciente dos papeis futuros que essas pessoas virão a representar? Quem os guia com segurança através das curvas confusas do labirinto curioso de suas muitas encarnações?  Apenas Deus!

Por que Deus está fazendo esse jogo e por que guarda esse segredo Consigo, dividindo-o só esparsamente conosco, Seus filhos, é um mistério só compreendido por Ele mesmo? 

Apenas Deus sabe!

Sou a tua divina gota de orvalho

Eu sou a Tua trêmula gota de orvalho que existe na folha da vida e da morte, que flutua no Teu mar infinito.

Eu sou a Tua gota de orvalho pródiga que dança nas pétalas do passado, presente e futuro.

Eu sou a Tua mortal gota de orvalho plena de amor, que desliza com segurança sobre a folha das tentações terrenas, para entrar nas Tuas águas imaculadas de sabedoria. Não quero perder-me, mas sim expandir-me infinitamente e mergulhar no Teu oceano.

Serei a Tua gota de orvalho onipresente, absorvida por todos os lábios sedentos de Deus.

7 de maio de 2013

Kriya Yoga – Portal Para o Infinito

(Por Brother Anandamoy. Condensação de uma conferência feita por ocasião da consagração do Templo da SRF de Pasadena, em 07 de Novembro de 1976.)

“Queridos, em nome da Self-Realization Fellowship, e de todos aqueles que servem esse trabalho sagrado, eu manifesto o nosso mais profundo apreço a todos vocês. Vocês deram tão desinteressadamente o seu tempo, os seus esforços e a sua ajuda material, e foi a generosa assistência de vocês que tornou este templo possível. E agora, através dos seus esforços de meditação ele se tornará numa colmeia espiritual cheia do néctar da presença de Deus. A minha mais profunda e fervorosa oração é para que todos aqueles que entrarem por estes portais procurando a paz de Deus, possam ter a sua sede espiritual saciada na fonte ilimitada do Seu amor”.

O Gurudeva (Paramahansa Yogananda) deu-lhes a sua bênção nestas belas palavras, que são tão verdadeiras e significativas hoje como o foram no dia em que ele primeiro as pronunciou:

“Eu oro por vocês e dou-lhes o meu mais profundo amor. Nada maior lhes posso dar. O verdadeiro amor, o divino amor, vocês não poderão dar a não ser que sejam desinteressados e conheçam Deus. Quanto mais O conhecerem, mais amarão todos igualmente. Vivam a paz, vivam Deus, e sejam harmoniosos onde quer que se encontrem”.

Que Deus ame e abençoe a todos vocês. Daya Mata.

Quando Daya Mata mencionou que este templo era uma colméia espiritual que finalmente seria cheia com o néctar divino, ela estava se referindo a uma ilustração que Paramahansa Yogananda muitas vezes dava. Ele comparava uma igreja ou um templo a uma colmeia, dizendo: “A igreja é a colmeia. Deus é o mel”. Mas avisava que não importava a magnificência que esse templo pudesse ter, nem o número de pessoas que pudesse comportar, se não existisse o mel da presença de Deus nessa colmeia, não seria de muito valor.

Mas ele não parava por aí. Ele nos dizia como encher a colmeia com o mel e acrescentava: “A Kriya Yoga trará o mel para vocês”.


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2 de maio de 2013

Um Coração em Chamas, por Sri Daya Mata

O devoto durante e no fim da meditação chega àquele estado ao qual seus pensamentos são expressos de uma maneira muito simples: “Senhor, sei somente que Te amo”. Quando ele mentalmente conversa com o Divino Amado e sente aquele amor no seu coração, então sabe de fato que está segurando firmemente a mão de Deus. Isto sempre tem sido a prova pela qual pude julgar a profundeza das minhas próprias meditações. Há apenas esta simples expressão do coração, da mente e da alma: “Não tenho nada a pedir, Senhor, não tenho nada a exigir, não tenho nada a dizer, a não ser – Eu Te amo. E não quero outra coisa além de gozar este amor, apreciá-lo e conservá-lo em minha alma, tragando-o sempre. Não há nada no mundo, nenhum poder mental, nenhum desejo dos sentidos, que tire o meu pensamento desta simples declaração do meu amor por Ti”. Esta é a meta que todos nós aqui, consciente ou inconscientemente, estamos tentando alcançar.

A maior tentação, a maior ignorância, é permitir qualquer obstáculo a essa meta. Isto é o que Cristo quis expressar quando disse, “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cosias vos serão acrescentadas”. Este estado não vem pelo abandono dos nossos deveres, que de fato nos foram dados por Deus ou pelo nosso karma. Vem pela aceitação com força, com coragem, com fé, do que tivermos de enfrentar cada dia, enquanto mantemos as nossas mentes fixas na estrela polar da presença de Deus. É este o objetivo da vida, cujo último e único propósito é de fazer-nos esquecer desta terrível ilusão de separação de Deus, nosso Criador, e pelo simples ato de amor, de devoção, de conversa silenciosa, fazer-nos receber de volta a nossa divina herança perdida de filhos de Deus.

Deus tem nos dado liberdade e privacidade de pensamentos. Ninguém pode se intrometer naquela liberdade e privacidade. A cada um, Ele tem dado a oportunidade de expressar amor por Ele e de comungar com Ele. Ninguém precisa saber o que estamos pensando silenciosamente no nosso íntimo – uma doce e sagrada troca de amor e alegria entre a alma e aquEle que a tem sustentado através de milhões de encarnações e que a sustentará através da eternidade.

24 de abril de 2013

Toda Experiência é uma Lição para a Alma

(Por Meera Mata. Extratos de uma palestra feita aos monásticos da SRF em 1973. Self-Realization Magazine, Primareva, 2000)

É tão bom encontrar com todos vocês, ver como a família dos ashrams de nosso Guru está crescendo e as benéficas mudanças que têm acontecido na vida de muitos de vocês!

Meus pensamentos muitas vezes viajam para trás, para meus primeiros dias com o Mestre, relembrando a disciplina que ele deu aos jovens discípulos que vieram – alguns dos quais agora carregam tremendas responsabilidades neste trabalho – e a maneira como ele trabalhou e cuidou de todos como pai, mãe e amigo. Guruji guiou cada um de nós de acordo com nossas individuais necessidades espirituais e as responsabilidades que tínhamos de desempenhar em nosso serviço para Deus. “Sua função é ser Mãe de almas”, ele me disse, “e ajudar a construir este trabalho”.

Em Encinitas, onde eu vivi logo que cheguei ao ashram, havia um grupo de jovens discípulas e eu estava encarregada de ajudar e zelar por elas. O Mestre às vezes chamava a mim e “as crianças”, como ele se referia a elas, para várias atividades. Uma manhã ele me disse, “Eu tenho uma surpresa para vocês. Veja o que eu fiz”. Ele tinha feito uma pipa de alguns papéis com faixas de madeira e pedaços de barbante, com uma cauda feita de pedaços de um velho lençol, como as pipas que ele soltava quando jovem. Vocês todos já a viram numa moldura em seu escritório em Encinitas. Ele disse-me: “Eu vou soltar esta pipa com os meninos exatamente como fazíamos na Índia”.

Então nós fomos para o gramado e o Mestre pegou o barbante e correu com a pipa. Ele estava tão emocionado ao vê-la subir! “Vejam!”, ele exclamou, voltando-se para as jovens discípulas, “Eu quero ver todos vocês voando alto como esta pipa, subindo cada vez mais alto na vida espiritual, todos os dias”. Quando estava com os discípulos ele costumava dar sempre pequenas sugestões como esta, para encorajá-los espiritualmente.

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